VESTIDO DE NOIVA- 1976


Diretor: Ziembinski, baseado na obra de Nelson Rodrigues
Elenco: Camila Amado, Carlos Vereza, Norma Benguell, Maria Claudia, Dirce Migliaccio, Jorge Chaia, Roberto Pirilo, Estelita Bell, Francisco Dantas, Isabel Teresa, Beatriz Veiga, Lia Farrel, Fabíola Fracarolli, Sílvia Martins, Paulo Terra, Adhemar Rodrigues, Eliano Medeiros e João Vietas.




A peça "Vestido de Noiva" tem, em seu cenário, três planos que se intercalam: o plano da alucinação, o plano da realidade e o plano da memória.
Alaíde, moça rica da sociedade carioca, é atropelada numa das noites do Rio. No plano da realidade, jornalistas correm para se informar e publicar em seus jornais o fato, enquanto médicos correm para salvar o corpo inerte da mulher, jogada numa mesa de operação entre a vida e a morte. No plano da alucinação, Alaíde procura por uma mulher chamada Madame Clessi, sua heroína, que foi assassinada no início do século, vestida de noiva, pelo seu namorado. As duas se encontram e conversam. Um homem acusa Alaíde de assassina, e ela revela a Madame Clessi que assassinou o marido Pedro com um ferro após uma discussão (o plano da memória reconstitui a cena). Mais tarde, ambas percebem que o assassinato de Pedro não passou de um sonho de Alaíde.
Enquanto os médicos tentam quase o impossível para salvá-la da morte no plano da realidade, Alaíde e Madame Clessi conversam no plano da alucinação, tentando se lembrar do dia do casamento da primeira, e de duas mulheres que estavam presentes enquanto Alaíde se preparava para a cerimônia: a mulher de véu é uma moça chamada Lúcia. Ambas são, na verdade, a mesma pessoa: a irmã de Alaíde, que reclama o fato desta ter lhe roubado o namorado.
Segue-se uma série de intercalações entre os planos: no plano da realidade, o trabalho dos médicos para reanimar Alaíde, e dos jornalistas querendo informações sobre a tragédia do atropelamento. Nos planos da alucinação e da memória, a história de Madame Clessi, com seu namoro com um jovem rapaz e sua morte, se funde com a de Alaíde no dia do casamento com Pedro. Segue-se a discussão com Lúcia minutos antes da cerimônia, que a acusa violentamente de ter lhe roubado o noivo. O casamento acontece, e Alaíde se vê vítima de uma conspiração entre Lúcia e Pedro, que pretendem matá-la para ficarem juntos. No plano da realidade, Alaíde morre na mesa de operação. Enquanto Alaíde assiste com Madame Clessi cenas de seu enterro e de sua discussão com Lúcia momentos antes do atropelamento, quando jura que mesmo morta não a deixaria ficar com Pedro. Lúcia, no entanto, casa-se com Pedro, mesmo tendo em sua mente a imagem de Alaíde com seu vestido de noiva.




TEATRO DO BNH
Inauguração: espetáculo com a peça de Nelson Rodrigues, “Vestido de Noiva”, que “deu início à arrancada do teatro brasileiro na direção de uma nova mentalidade” (Yan Michalski – Nova temporada ganha impulso. JB 18/01/1976), foi escolhida para inaugurar o Teatro do BNH, em 14 de janeiro de 1976, em memorável récita beneficente. (JB 18/01/76).
A remontagem de Fernando Pamplona do cenário original de Santa Rosa no espetáculo de 1943, com orientação do próprio Ziembinski, provocou “impacto visual” (Gilberto Braga, Um vestido histórico. O Globo. 15/01/76). Figurinos de Tawfic. No elenco: Camila Amado (Alaíde), Carlos Vereza (Pedro), Norma Benguell (Madame. Clessy), Maria Claudia (Lúcia), Dirce Migliaccio, Jorge Chaia, Roberto Pirilo, Estelita Bell, Francisco Dantas, Isabel Teresa, Beatriz Veiga, Lia Farrel, Fabíola Fracarolli, Sílvia Martins, Paulo Terra, Adhemar Rodrigues, Eliano Medeiros e João Vietas.





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